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Empresas devem se preparar para a chegada do SPED









Novo sistema do governo fiscalizará empresas de maneira intensiva


As empresas automatizam cada vez mais seus processos internos, realizando de maneira eletrônica e simples suas rotinas de trabalho. Mesmo assim alguns processos ainda demandam grandes quantidades de papéis impressos para serem armazenados junto a Receita Federal e às Secretarias das Fazendas dos Estados. Estes processos geram custos elevados, perda de tempo, aumento da burocracia e dá margem para erros no gerenciamento das informações.


Agora, todas as empresas precisam estar atentas ao novo sistema utilizado pelo Fisco para receber e armazenar as informações dos contribuintes: o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que é um programa do governo formado por 3 projetos específicos: A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), SPED Fiscal, que receberá em um servidor central as informações de faturamento lançadas nos softwares fiscais das empresas, já apurando os impostos federais e estaduais devidos e SPED Contábil, que transforma os livros Diário e Razão em arquivos eletrônicos que passam a ser recebidos também pela Receita, além de serem autenticados pelos órgãos de registro civil.


Mais de 32 mil empresas industriais e comerciais já foram selecionadas pela Receita Federal para iniciar a escrituração de seus faturamentos em 2009 pelo sistema do SPED.


O objetivo é promover a integração dos fiscos Federal, Estaduais e Municipais, mediante a padronização, racionalização e compartilhamento das informações contábil e fiscal digital, assim como integrar todo o processo relativo às notas fiscais, que serão transmitidos eletronicamente. Tudo isso utilizando a certificação digital. Ou seja, os governos se uniram para diminuir o armazenamento de documentos, custos com visita dos auditores fiscais e o tempo gasto na pesquisa das informações (elas já estarão nos bancos de dados da Receita), além do aumento da segurança na transmissão dos dados, garantindo que as empresa estejam sempre em dia com a lei.


Com estas mudanças, as software houses têm que adaptar seus sistemas para manipular as informações de acordo com as especificações da Receita, e assinar estas informações digitalmente. Estes dados são enviados para a as secretarias da fazenda do estado onde a empresa está situada, para validação. Neste momento as informações são checadas e cruzadas com o banco de dados do Fisco e com informações de outras empresas, como fornecedores. O documento é rejeitado se aparecer qualquer problema.


“Para que as informações sejam transmitidas corretamente, é necessário que o sistema utilizado pela empresa esteja adequado aos padrões estipulados pelo SPED, e caso alguma informação seja enviada com erro, só poderá ser corrigida no ano seguinte, e a empresa terá que arcar com as conseqüências”, adverte Gerson Zanatta, sócio-proprietário da GZ Sistemas. “Por isso é muito importante que o sistema de automação utilizado dentro da empresa faça a validação dos dados antes de enviá-los”, completa Zanatta.


A GZ Sistemas, há mais de 21 anos no mercado, atua em 70% do território nacional e está entre as primeiras em automação comercial no Brasil, com soluções completas para o varejo.


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